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08 Janeiro 2016
Melhoria da ocupação de meios de transporte marítimos e aéreos  

Na indústria da exploração do petróleo em mar, os transportes marítimo e aéreo jogam um papel fundamental na cadeia de valor, contudo, também representam um custo significativo.

Em Maio de 2015 publicámos uma notícia sobre a atividade que a Actio tem vindo a realizar no setor do petróleo. Nesta edição, voltamos ao tema para desvendar um pouco mais o trabalho realizado até ao momento.

Em alturas em que se torna fundamental a redução de custos, uma questão frequentemente colocada é a de se os recursos existentes são suficientes para fazer face à necessidade dos negócios. Dois dos projetos em que a Actio tem estado envolvida têm-se debruçado sobre a melhoria da ocupação dos recursos, nomeadamente, dos meios de transporte marítimo e aéreo de passageiros.

Tradicionalmente por cada recurso disponível é paga uma taxa diária pela utilização dos mesmos, independentemente do nível de ocupação ou utilização. Ou seja, o barco ou o helicóptero é pago, mesmo que esteja parado. A esta taxa diária, acrescem custos variáveis como os que resultam do consumo de combustível e manutenção.

Compreendida a estrutura de custos, verificou-se que a ocupação dos recursos era em média inferior a 40% e que tinha uma variação na ordem dos 30%. Procurou-se compreender quais eram fatores significativos para tão baixa ocupação.

Da análise realizada, constatou-se que o dia da semana, a hora de saída, o número de viagens disponibilizadas e o número de recursos utilizados eram os fatores com maior impacto. O dia da semana está relacionado com a natureza da operação. Sábados e domingos são dias menos procurados pelos passageiros. Apesar de existirem horários para as horas de pico, verificou-se que estes não eram cumpridos com rigor, efetuando-se tantas viagens quantas as necessárias para transportar todos os passageiros para os destinos.

Verificou-se também que, sempre que existiam passageiros e meios disponíveis com viagem aprovada (pelos supervisores diretos dos passageiros) a viagem era realizada, nem que isso implicasse um voo de um helicóptero de 6 lugares com apenas uma pessoa, ou de um barco de 25 lugares com um passageiro a bordo.

Por forma a controlar estes fatores, foram implementadas ações de melhoria que passaram por:

 

- Alterar o modelo de pagamento dos recursos. Por exemplo: avença mensal com taxa de utilização horária. Desta forma, reduziu-se o custo fixo mensal, e passou-se controlar o número de horas utilizadas diariamente por forma a equilibrar a voz do negócio (custo) e a voz do cliente (disponibilidade de horários para viajar).

- Estabelecer horários fixos (ajustados à procura para os vários destinos).

- Reduzir substancialmente a flexibilidade no que respeita ao transporte de passageiros fora desses horários.

- Substituir rotas de helicóptero por rotas de barco.

- Eliminar rotas de helicóptero com elevado número de voos em vazio.

 

Como resultado deste esforço, foi possível libertar barcos e helicópteros sem colocar em risco o normal funcionamento das operações.

Apesar da quebra do preço do petróleo, com consequências ao nível da redução dos custos de operação, as empresas do setor continuam a apostar no Lean Six Sigma como a metodologia de referência para aumentar a eficiência dos processos e assegurar a sustentabilidade dos resultados obtidos.