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17 Março 2015
O que é a Simulação?  

Todos nós já simulámos, pelo menos uma vez. Os mais novos simulam a realidade quando jogam The Sims, o Real Racing, ou o Flight Simulator. Há ainda quem tenha que recorrer à simulação do crédito à habitação ou do seguro automóvel.

Os exemplos do dia-a-dia não se ficam por aqui, mas estes já permitem começar a compreender que simular significa reproduzir uma realidade com o objetivo de adquirir conhecimento sobre a mesma e, muitas vezes, interagir com uma realidade que de outra forma não seria possível devido ao custo, segurança, tempo ou outros fatores.

No contexto empresarial, a “reprodução da realidade” passa pelo desenvolvimento de modelos que representam um sistema ou um processo real. Estes modelos, quando executados ao longo de um número de ciclos de tempo suficientemente grande, permitem gerar dados que ajudarão a descrever e inferir sobre o comportamento do sistema real, como por exemplo o processo de montagem de bicicletas ou o processo de atendimento de um call center. O mesmo se pode dizer de sistemas que ainda estão na fase de desenvolvimento, como seja estudar o efeito das vibrações na estrutura de uma ponte.

O desenvolvimento de modelos para simulação exige que a realidade seja simplificada, o que implica que se assumam pressupostos e se restrinja o âmbito das perguntas que se querem ver respondidas. Esta simplificação não é má. Encurta o tempo de desenvolvimento do modelo, reduz a probabilidade de erros que resultam de complexidade desnecessária e obriga a que as equipas de trabalho especifiquem de forma clara o que querem ver respondido. Uma vez validado, o modelo constitui uma poderosa ferramenta de apoio à gestão.

Destacam-se as seguintes vantagens para o negócio:

Investimento Sensato – A simulação de um processo permite validar os resultados esperados e antecipar riscos. Isto é particularmente relevante quando o custo de implementação da solução real é elevado.

Resolução de problemas – Numa questão de minutos, é possível estudar fenómenos que necessitam de horas ou dias para ocorrer. Como exemplo temos a variação do “em curso” ao longo de uma semana. Também se pode estudar detalhadamente, ao longo de várias horas, o que acontece num período curto de tempo, como por exemplo, nos 5 minutos de passagem de turno.

Explorar possibilidades – uma vez validado o modelo, pode-se testar o impacto de novas políticas, procedimentos ou afetação de recursos sem perturbar o normal funcionamento das operações, como sejam por exemplo a alteração de horários de trabalho, a introdução de um turno adicional ou a aquisição de um novo equipamento com determinadas características.

Identificar constrangimentos – É possível identificar a causa de restrições (por exemplo bottlenecks), mediante a análise do “stock em curso”, dos fluxos de informação e materiais, ou ainda da disponibilidade combinada de meios afetos à produção.

Preparar a mudança / construir consenso – ao se desenvolver o modelo com uma equipa multidisciplinar e/ou multifuncional, potencia-se a produção de diversos cenários do interesse dos vários intervenientes. A construção do modelo é feita para que as questões relevantes possam ser respondidas. O grupo vê assim as suas dúvidas atendidas, facilitando o processo de mudança.

Formação – quando o modelo é desenhado para fins de formação, a simulação apresenta uma relação custo / benefício interessante. A título de exemplo, a formação de um piloto da aviação comercial, que passa centenas de horas em simulador antes de pilotar um avião.

Naturalmente, existem também algumas desvantagens. Salienta-se aqui uma bastante pertinente: Requer tempo e meios – o desenvolvimento de modelos exige conhecimentos específicos. A maioria das empresas não tem quadros preparados para este tipo de trabalho. É necessário formar ou subcontratar o serviço. Para além disso, é fundamental o conhecimento da realidade, pelo que os líderes do processo têm que estar envolvidos ativamente no processo.

É, com certeza, com o conhecimento destas vantagens e a consciência do investimento a fazer, que ao longo dos anos, gestores dos mais diversos setores de atividade têm vindo a apostar na simulação, para os ajudar a tomar melhores decisões, mais seguras e globalmente mais económicas.

A Actio Consulting dispõe do conhecimento e dos meios técnicos necessários à criação de modelos de simulação e à sua utilização no desenvolvimento de cenários de melhoria.