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Kaikaku
É uma palavra forte na cultura japonesa que significa "mudança radical, reforma" e que em alguns contextos se pode traduzir por "revolução". Desafia os paradigmas dominantes que paralisam a evolução da organização.
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Kaizen
Em japonês, a palavra "kaizen" significa "mudança para melhor”. Em gestão, é entendido como um sistema de melhorias “passo a passo”, de baixo custo.
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Kakushin
Termo japonês que se refere a transformações radicais nos processos de negócio. Kakushin é uma abordagem disruptiva ao processo inovação, alavancado quase sempre por avanços tecnológicos importantes. Um bom exemplo desta mudança de paradigma é visão da Toyota de diminuir o número de componentes dos seus veículos para metade dos atuais, e a enorme revolução nos processos da empresa que esta nova realidade implica.
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Kamishibai
Em japonês, Kamishibai significa "teatro de papel".
No sistema de produção Toyota, designa uma ferramenta de gestão normalizada do terreno, usada para a realização de verificações ou auditorias no gemba.
Esta ferramenta consiste num painel e num conjunto de cartões, os quais não são mais do que checklists relativos a uma dada zona ou posto de trabalho.
Cada cartão é retirado do painel pelo supervisor, de forma aleatória ou de acordo com um plano, sendo realizada a verificação nele definida (sobre trabalho normalizado, 5S, segurança, TPM, etc.), após o que se volta a colocar no painel de uma forma que evidencia se foi ou não encontrada alguma anomalia.
O Kamishibai permite assim, de uma forma visual, garantir que as verificações previstas são efetivamente realizadas no gemba e que são tomadas as acções necessárias.
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Kanban
Ferramenta fundamental da produção em fluxo puxado, o kanban regula a movimentação ou o fabrico de materiais em função do consumo.
O kanban clássico assume a forma de um cartão ou etiqueta onde constam dados tais como a referência do produto, a quantidade a produzir, o processo fornecedor, o processo cliente, o ciclo de reaprovisionamento, etc.
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Kano
Desenvolvido nos anos 80 pelo professor japonês Noriaki Kano, o Modelo de Kano é uma ferramenta utilizada na recolha da Voz do Cliente (VOC) que estuda o impacto das diferentes características de um produto na satisfação do cliente.
A metodologia começa, geralmente, com um inquérito de satisfação cujas perguntas obedecem a uma estrutura própria, desenhada para identificar expectativas que o cliente muitas vezes não expressa.
Cada característica é, então, classificada como Básica, Linear, Atrativa, Indiferente ou Reversa. Tal categorização serve para estabelecer prioridades no desenvolvimento ou melhoria de um produto, mas não é estática: uma funcionalidade atrativa hoje tende a tornar-se um requisito esperado no futuro.
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Kappa
Método de avaliação de sistemas de medida para dados qualitativos. O Kappa permite medir a concordância entre avaliações categóricas fornecidas por dois ou mais observadores ou várias técnicas de observação. Permite quantificar o grau de discordância e mostra se é necessária uma acção de melhoria.
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Karakuri
No TPS, Karakuri refere-se a sistemas de baixo custo usados na movimentação precisa de peças e materiais na produção, bem como na paragem de equipamentos em caso de anomalia.
Normalmente concebidos pelos operadores no gemba, utilizam a gravidade, a inércia e simples meios mecânicos, em vez da energia eléctrica, óleo-hidráulica ou pneumática.
Apresentam um elevado coeficiente desempenho / investimento, podendo ser uma importante fonte de vantagem competitiva.
Os sistemas Karakuri tiveram um grande desenvolvimento no Japão a partir do século XVII, sendo então utilizados em autómatos de madeira ("karakuri ningyou"), palcos giratórios de Kabuki, sistemas de rega, etc.
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Kata
Kata é uma expressão japonesa que designa uma determinada sequência de movimentos. Estas sequências estão presentes em muitas expressões artísticas e culturais japonesas sendo, contudo, mais conhecidas pela sua utilização no karate e no judo. As kata eram originalmente usadas para ensinar, treinar e preservar técnicas de combate. Permitiam manter uma visão global e um ataque organizado e coordenado, não sendo uma iniciativa individual mas sim de equipa.
Pela influência de organizações como a Toyota, o conceito de kata foi sendo incorporado na melhoria contínua. Neste contexto, kata é uma forma de fazer as coisas, por exemplo uma rotina para fazer evoluir um processo, seguindo um conjunto de passos:
Ter em conta a direção em que se quer avançar
Caracterizar a situação atual
Definir a situação futura
Melhorar passo a passo até atingir a situação futura
Esta divisão em etapas é uma característica do conceito de kata, em que se divide o conhecimento ou a habilidade a transmitir em pequenos elementos que são treinados e repetidos individualmente, até se tornarem naturais e parte dos hábitos.
Ao aprender e praticar uma kata, as pessoas receiam menos o desconhecido e têm mais confiança para atacar os obstáculos, problemas e desafios que vão surgindo no seu caminho de melhoria.
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Keikaku Hozen
No TPM, Keikaku Hozen (ou Manutenção Planeada) corresponde à melhoria das tarefas realizadas pelos técnicos de manutenção do equipamento. Surge no seguimento da implementação da Manutenção Autónoma, etapa que assegura a manutenção da condição básica pelos operadores. Aproveitando o potencial libertado pela Manutenção Autónoma, é possível melhorar as práticas de manutenção e concentrar os técnicos de manutenção em tarefas de maior complexidade e valor acrescentado.
O Keikaku Hozen tem por objetivos ampliar o período de vida útil do equipamento, atingir o seu limite de performance e normalizar e melhorar a eficiência do trabalho de manutenção. Para isso são definidas prioridades, é revista a manutenção sistemática e são aplicados os conceitos de manutenção corretiva e manutenção preditiva.
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Kepner-Tregoe
Metodologia de análise e resolução de problemas desenvolvida por Charles Kepner e Benjamin Tregoe nos anos 50. Também conhecida por "Is/Is Not" baseia-se na análise diferencial da descrição do problema de forma a facilitar a descoberta da sua causa raiz.
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Kobetsu
Palavra japonesa que significa melhorias focalizadas para a eliminação das perdas de eficiência de um equipamento ou instalação. Estas melhorias permitem um significativo aumento da eficiência operacional. O Kobetsu é um dos pilares do TPM.