Vamos apresentar um breve resumo de um trabalho de simulação mostrando as vantagens e potencial da simulação.
A simulação foi aplicada ao caso de um porto de mar de 14 cais com capacidade para receber barcos de diferentes dimensões e tipos de materiais.
A equipa de gestão deste porto tinha duas preocupações:
• Saber se as novas instalações/equipamentos seriam capazes de absorver o aumento do volume de carga e descarga.
• Estimar o tempo de espera dos barcos na âncora e respetivo custo de sobrestadia (*)
O modelo desenvolvido introduziu fatores dinâmicos, tendo-se demonstrado o impacto dos mesmos na carga e descarga dos barcos, assim como na utilização do porto, a saber:
• Distribuição mensal da chegada de barcos de forma semi-aleatória.
• Inclusão de restrições que resultam do número limitado de recursos (pilotos, rebocadores, gruas, etc.)
• Utilização dos cais: distribuição de barcos pelos cais de acordo com diversos critérios (produto transportado, dimensão, tipo, etc.)
• Paragens aleatórias não programadas do equipamento do cais (por exemplo: grua)
• Regras de segurança: restrição à entrada/saída de barcos em função das condições do tempo, produtos transportados.
O impacto aleatório de cada um destes fatores permitiu encontrar um valor mais realista dos tempos de espera, tempos de carga/descarga e utilização dos recursos. Durante a fase do aumento da procura estes indicadores permitiram encontrar os pontos de estrangulamento, em particular dos cais. Desta forma conseguiu-se validar o investimento proposto para a expansão do porto e aumento dos recursos escassos, reduzindo-se o risco de fazer um investimento desajustado.
Tradução adaptada de ”Port site: future tonnage increase”, autor original 1Point2.
(*) Custo que o porto de mar tem que pagar ao armador caso o tempo previsto para as operações de carga, descarga e ancoragem seja ultrapassado.